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domingo, 30 de abril de 2017

Os capricornianos que fizeram a diferença na vida do capricorniano Eddie Redmayne (06/01).





O londrino Redmayne vem de família abastada, tendo estudado no aristocrático Eton College, fundado em 1440 por Henrique VI. 





Os príncipes William e Harry também foram alunos de lá, sendo que o mais velho foi seu contemporâneo:




Redmayne (11) e o príncipe William (20), na foto de turma tirada em 2000.





Estudantes de Elton, a "fábrica de cavalheiros".



Estudantes com seus tradicionais uniformes (fraques) assistindo a um jogo.



Foto de Redmayne no anuário do colégio.


Depois do Elton, Redmayne cursou História da Arte no Trinity College, que faz parte da Universidade de Cambridge, e se formou com louvor.








Havendo estreado no teatro em 2002, em 2008, aos 26 anos, antes de se tornar ator em tempo integral, Redmayne trabalhou como modelo para Burberry, junto com Alex Pettyfer (de Alex Rider Contra o Tempo, Eu Sou o Número Quatro, A FeraMagic Mike) e Cara Delevingne.













Na edição de setembro de 2012, a revista Vanity Fair o incluiu na lista dos mais bem vestidos do mundo e, em 2015, ele apareceu em primeiro lugar na GQ entre os homens mais bem vestidos do Reino Unido. 








A partir de 2006, os papéis na TV e, principalmente, no cinema foram se sucedendo: Pecados Inocentes (2007), com Julianne Moore; A Outra (2008), com Scarlett Johansson e Natalie Portman; Morte Negra (2010), com Sean Bean; Sete Dias com Marilyn (2011), com Michelle Williams; Os Miseráveis (2012), com Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway, para citar alguns.














Mas foi ao interpretar dois capricornianos na vida real, em papéis que lhe renderam indicações e/ou as maiores premiações do cinema, que Redmayne  firmou seu nome.





Em 2014, o ator viveu nas telas o físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking (08/01) no drama biográfico A Teoria de Tudo, levando o Oscar e o Globo de Ouro por sua atuação.




















E, no ano seguinte, Redmayne encarnou o pintor de paisagens Einar Mogens Wegener (28/12)...





... que, por ser intersexual (possuía características físicas tanto do sexo masculino como do feminino, inclusive ovários atrofiados, como se descobriu depois, o que dificultava sua identificação total como pertencente a um dos gêneros), optou posteriormente por assumir uma identidade feminina – adotando o nome de Lili Elbe – que foi reconhecida legalmente após submeter-se a cirurgias de readequação sexual.










Elbe faleceu após a quinta dessas operações, na qual recebeu um transplante de útero, por rejeição aguda, em 1931. Tal operação estava fadada ao fracasso, pois o primeiro imunossupressor eficaz, a Ciclosporina, só começou a ser empregada em transplantes em 1980!





Por este filme, A Garota Dinamarquesa, Redmayne também foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, perdendo apenas porque a Academia não podia deixar passar a oportunidade de reparar a omissão e a injustiça históricas, que já estavam até virando piada, e finalmente premiaram o grande Leonardo DiCaprio, por O Regresso (embora DiCaprio não tenha merecido tanto o prêmio por esse papel específico, que foi uma de suas interpretações mais fracas se comparada ao seu inesquecível Arnie em Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador, e outras magníficas atuações como em Diário de um Adolescente, O AviadorIlha do Medo etc.).









Agora já um rosto conhecido do grande público, Redmayne foi o escolhido para estrelar Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016), o primeiro de cinco filmes da série prequela (ou pré-sequência) da saga Harry Potter. O lançamento de Animais Fantásticos e Onde Habitam 2 está previsto para 18 de novembro de 2016.











Curiosidade: Eddie Redmayne tem acromatopsia (cegueira para cores). Tal síndrome, que num grau mais leve é chamada também de daltonismo, não atrapalhou o ator em obter seu diploma em História da Arte e nem o impediu de apresentar como dissertação de conclusão de curso um trabalho sobre o International Klein Blue, ou o Azul Klein, uma tonalidade profunda de azul concebida e registrada pelo artista francês Yves Klein (1928-1962).





Veja aqui o que já publicamos sobre Eddie Redmayne e Animais Fantásticos e Onde Habitam.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Vem aí!




Está preparado?


Dia 01/05, às 20hs, no Blog dos Taurinos. Todo mundo pode participar, de qualquer signo! O vencedor leva o prêmio!


Conheça os vencedores dos nossos desafios anteriores.

Primeiro Desafio do Blog dos Aquarianos

Primeiro Desafio dos Blog dos Piscianos

quarta-feira, 19 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Nesta Sexta-Feira Santa...




... os nossos blogs trazem um especial sobre a ópera-rock Jesus Cristo Superstar, destacando em cada um dos signos um aspecto diferente da obra, seja o álbum duplo que deu origem a tudo, as montagens teatrais que até hoje são realizadas, ou, principalmente, o filme. Então, vale a pena percorrer todos, pois, para aqueles que já conhecem o musical, a lembrança será oportuna e apreciada; para os que ainda não o conhecem, nossos blogs têm muito orgulho de lhes apresentar esse grande momento da música!

  
Andrew Lloyd Webber (à esquerda) e Tim Rice.


Concebido nos anos 70, o álbum conceitual da dupla Andrew Lloyd Webber e Tim Rice parecia já imbuído de sua importância e atemporalidade. Sim, pois diferente de outros frutos nascidos sob a influência do flower-power, da contracultura e do movimento hippie, como o musical Hair, por exemplo, JCS não ficou datado. Escutamos ou assistimos à obra hoje sentindo o mesmo impacto e admiração que ela causou quando foi lançada. A música de Andrew Lloyd Webber é excepcional e as letras de Tim Rice continuam ferinas, precisas e surpreendentes, com tamanho poder de síntese da verdadeira essência dos Evangelhos, que nem mesmo os mais conservadores conseguem rejeitar o musical como sacrílego, não importando a irreverência e as liberdades tomadas, pois a figura de Cristo acaba sendo mostrada em sua serena grandeza e autoridade com muito mais força do que em encenações mais convencionais e certinhas. No filme, isso é ainda mais acentuado pela comovente interpretação de Ted Neeley.




O libreto, permeado de anacronismos intencionais, gírias e comportamentos e ótica contemporâneos, centra-se nos últimos sete dias da vida de Jesus, começando com os preparativos para sua entrada triunfal em Jerusalém, no Domingo de Ramos, e termina com a crucificação, tudo isso contado do ponto de vista de Judas Iscariotes, retratado como uma figura trágica, insatisfeito com o fato de Jesus não aproveitar sua popularidade para encabeçar uma rebelião contra os romanos.




Tanto no álbum como no filme, Carl Anderson brilha como Judas, que é o fio condutor e, em última análise, o verdadeiro protagonista. Então, é de se ressaltar a importância do fato de o papel ter sido dado a um ator negro. Fosse hoje em dia, onde a preocupação com o politicamente correto leva, às vezes, ao efeito contrário do desejado, o papel de Judas, o traidor, jamais seria oferecido a um ator/cantor negro, por medo de que a opinião pública achasse que seria racismo. Naquela época, quando a geração hippie genuinamente vivia a igualdade entre todos, a parte de Judas foi oferecida a Carl Anderson sem segundas considerações simplesmente porque ele era um soberbo tenor e um intérprete cheio de nuances e da intensidade que o papel pedia. Certamente não fariam isso nos dias de hoje, e seríamos privados de sua atuação. Esse rolo compressor do “politicamente correto” cerceia muitos atores negros atualmente, já que quase nunca são chamados para papéis de vilões, perdendo grandes oportunidades. Só nomes muito consagrados como Morgan Freeman e Samuel L. Jackson, por exemplo, fogem a essa regra não escrita, mas amplamente praticada. Tanto é, que em filmes e seriados de suspense, o culpado praticamente nunca será o suspeito negro e, como o público já sabe disso, o número de suspeitos para ele é reduzido logo de cara e o mistério também. E isso resulta em racismo, da mesma forma, pois atores negros são chamados sempre para papéis muito dignos de médicos ou juízes, mas que na trama não têm a menor importância. Isso sim é racismo! Então, que bom que Jesus Cristo Superstar é de 1970 e nós hoje podemos nos deleitar com o show de Carl Anderson interpretando o maior vilão de todos os tempos.




Saiba mais sobre a capricorniana Yvonne Elliman (29/12):

Natural do Havaí, a cantora foi a única dos três principais intérpretes do filme Jesus Cristo Superstar a gravar o disco e também participar da montagem original em Londres como atriz principal, ao lado de Ian Gillan, do Deep Purple, como Jesus. Yvonne obteve grande fama no papel de Maria Madalena, mas esse não foi seu único sucesso: além de emplacar alguns hits, em 1977 ela chegou ao primeiro lugar nas paradas com a canção "If I Can't Have You", dos Bee Gees, que integrava a trilha sonora de Os Embalos de Sábado à Noite




Yvonne teve a honra de ser descoberta cantando num bar pela própria dupla de autores de JCS, Webber e Rice, que a convidaram não apenas para gravar o álbum como para a montagem nos palcos, coisa que ela fez por quatro anos direto. Por seu trabalho no filme ela foi indicada ao Globo de Ouro em 1974.




No final dos anos 70, Yvonne participou de um episódio do seriado Havaí Cinco-0 dividido em duas partes.




 Depois disso, a artista se retirou para dar prioridade à sua família e se dedicar aos dois filhos, retornando apenas em 2004, com um álbum de composições de sua autoria. Além disso, vem participando de vários eventos e shows beneficentes. Em 2014, ela e Ted Neeley voltaram a cantar juntos fazendo um dueto na canção "Up Where We Belong", no EP de Neeley intitulado Rock Opera.


Clique na foto dos dois para ouvir o dueto






Confira os melhores momentos de Yvonne Elliman em Jesus Cristo Superstar:







Assista ao filme completo legendado:





Veja também:







Saiba mais sobre a Andrew Lloyd Webber (Blog dos Arietinos), o compositor da ópera-rock

Saiba mais sobre Josh Mostel e Ernie Cefalu (Blog dos Sagitarianos), respectivamente, o intérprete de Herodes e o designer da clássica capa do álbum